sábado, 22 de abril de 2017

A esposa de Zebedeu

A esposa de Zebedeu é a mãe de Tiago e João. Ela surge no cenário do ministério de Jesus ao aproximar-se dele e fazer um pedido inusitado: “Então se aproximou dele a mãe dos filhos de Zebedeu, com seus filhos, adorando-o, e fazendo-lhe um pedido” - Mateus 20.20. Não cabe aqui entrar na discussão que Marcos registra que o pedido foi feito por Tiago e João. A verdade é que Mateus destaca que os dois estavam juntos com ela.

Seu pedido era: “Peço que estes meus dois filhos se assentem, um à tua direita e outro à tua esquerda, no teu reino” - Mateus 20.21. A resposta de Jesus é clara: Não sabem o que pedem. Podem vocês beber o cálice que eu hei de beber, e serem batizados com o batismo com que eu sou batizado?”.

Não sabem o que pedem. Pedir não é fácil. Por isso, num programa didático sobre a oração, a petição aparece em último lugar, depois de adoração e louvor, gratidão, confissão e intercessão. Quem na oração exalta a pessoa do Senhor, agradece-lhe as bênção recebidas, confessa suas falhas e intercede por outros, terá sabedoria para pedir.

De outro Tiago, não o filho de Zebedeu, lemos: “Vocês pedem e não recebem porque pedem mal, para gastarem em seus deleites” - Tiago 4.3.

Pedir não é pecado, mas a falta de sabedoria no pedir entrava muito a vida da pessoa. Romanos 8.26 destaca que o “Espírito Santo ajuda as nossas fraquezas, porque não sabemos o que havemos de pedir como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós”.


Descansemos na direção do Espírito Santo para pagarmos o mico da esposa de Zebedeu.

sexta-feira, 21 de abril de 2017

André

Seu nome é o grego “Andros”, traduzido como “homem” e significa varonil, másculo, trazendo a ideia de pessoa valorosa.

A primeira referência a ele o identifica como discípulo de João Batista, que o informa sobre Jesus, que passava por ali, e prontamente o segue, passa o dia com ele e, ao sair desse tempo com Jesus, procura seu irmão Pedro e lhe informa que acharam o Messias.

Sua biografia não apresenta muitas informações sobre suas atividades. Mais tarde, o veremos como o informante da presença de um rapazinho com um pequeno lanche, que foi instrumento para alimentar uma multidão. Também aparece no episódio dos gregos querendo ver a Jesus e facilita o encontro.

Diante do que temos nos registros bíblicos, é possível concluir que Pedro, seu irmão, era impulsivo. André, comedido. Pedro era dado às atividades públicas. André, às situações anônimas.

Quem era mais importante? Pode ser que alguém veja em Pedro uma figura mais importante, tornou-se o centro das atenções em muitos momentos, mas não se deve esquecer que André levou Pedro a Jesus. Os dois eram importantes. Para Deus, não é o que se faz e o quanto se faz, mas como se faz. Até porque o que se faz e o quanto se faz nenhum valor tem, pois somos alcançados pela graça e não pelas obras.


No reino, não importa se a atuação é com visibilidade ou no anonimato, Deus é o Senhor e conhece o caráter de cada um. Por isso, deve-se servi-lo com integridade.