sexta-feira, 24 de março de 2017

Omissão

      “Se uma coisa não é impossível, deve haver uma forma de fazê-la” - Nicholas Winton.
            Nicholas Winton foi um britânico que resgatou 669 crianças, em sua maioria judias na antiga Checoslováquia. Elas seriam deportadas para campos de concentração nazistas e foram salvas da morte praticamente certa em 1939. Por seus feitos, foi muitas vezes chamado de "Schindler britânico".
            Durante nove meses, por trem, levou-as de Praga para Londres. Estima-se que existam mais de 5.000 crianças, descendentes das crianças que ele salvou, são as "crianças de Winton".
            Ele nunca revelou seu trabalho para ninguém por mais de 50 anos, só vindo a público quando sua esposa, Grete, descobriu no sótão de sua casa uma pasta que continha a lista das crianças salvas e, também, cartas para os pais delas. Morreu aos 106 anos em 1º de julho de 2015 e, segundo seu enteado, Stephen Watson, partiu tranquilamente, enquanto dormia.
            Provérbios 24.11 desafia-nos: “Livra os que são levados à morte, salva os que são arrastados ao suplício”.
            E o verso 12 adverte-nos: “Pois, se disseres: Eis que nada soubemos, aquele que pesa os corações não entenderá? Enquanto ele sabe, ele que te observa; ele devolverá ao homem conforme a sua obra”.

            Omissão do bem é tão ruim quanto a ação do mal.

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* Série de meditações no livro de Provérbios. Cada dia do mês, o capítulo com o número do dia é destacado. A sugestão é que você leia o capítulo inteiro.

quinta-feira, 23 de março de 2017

Primeira Igreja Batista do Arraial do Cabo tem novo Pastor


Pr. Carlos Henrique Soares será o 21º pastor na Igreja que completa este ano 94 anos de existência.
A posse está marcada para o dia 29 de abril.


Em primeira mão, ouvimos o novo pastor da Igreja que, carinhosamente, respondeu a duas perguntas:

Quais as expectativas ao assumir uma igreja histórica e quase centenária na Região dos Lagos?
Temor e tremor é o primeiro sentimento que vem ao coração. No entanto, independente do tempo que uma igreja tenha de organizada, sei que ali está a marca principal que me prende, ou seja, a marca da cruz que revela o preço do sacrifício de Jesus e por isso minhas expectativas se resumem em cumprir o ministério. Como missionário que sou, sempre me vi em busca das vontade de Deus e sendo assim minha vontade está e estará, submissa a Deus que me chamou e vocacionou para uma obra específica e excelente que é o ministério pastoral. Ao assumir a PIBAC já tenho buscado ouvidos e coração abertos para cumprir os projetos que Deus tem neste tempo deixando que Ele continue escrevendo a história onde a missão e visão da Igreja estejam ajustadas entre nós os servos e o Senhor da Igreja.

Que podem esperar os membros da PIBAC e sociedade cabistas com o Pastor?
Estou chegando trazendo na minha vida as digitais de centenas de pessoas que me amaram muito. Minha esposa e filhos foram amados e por isso entendo que quem é amado, se entrega com facilidade e se doa, acredito no caminho de mão dupla nas relações. Acredito que a PIBAC espera um homem que traga em sua vida o compromisso com Deus e sua Obra, mas sem ser perfeito e em busca do aperfeiçoamento. Sou uma pessoa que como Pastor e psicólogo sempre caminho na direção de pessoas e amo o que faço. Após 23 anos em uma igreja, deixo-a em meio às lágrimas por entender que estou submisso ao meu Senhor e Mestre e sendo assim, creio colher frutos das bençãos da misericórdia de Deus e seremos felizes. Na cidade, minha visão é que a Igreja, precisa continuar marchando para marcar a história na comunidade através do ato de servir nas múltiplas ações que alcance pessoas em sua totalidade, sem envolvimentos que nos comprometa politicamente. Minha oração é que eu caia na graça do povo e seja um instrumento de Deus, quer como cidadão, pastor ou psicólogo.

Espere o futuro


            Adolescente, num tempo de vacas magras em que nossa família enfrentou grandes dificuldades, era comum um sentimento que impunha desejar o que outros meninos ostentavam: roupas bonitas, tênis de marcas, abundância de lanches na escola e sempre na lista dos que passeavam. Em alguns momentos, sinceramente, uma crise se instalava, sobretudo ao saber que nos finais de semanas estavam em festas regadas a bebidas e farras, enquanto estávamos no templo.
            A indagação era inevitável: vale a pena servir ao Senhor?
            O tempo passa, o tempo voa e, hoje, com o quadro completo, percebe-se que vários deles não estão numa boa, alguns, inclusive, levados desta vida ainda bem jovens.
            Naquele tempo, não dispúnhamos de todas as informações e não sabíamos que muitos deles tinham sua história construída pelos pais que não se intimidavam em ferir os princípios da boa ética.
            Mais tarde, conheci Provérbios 23.17-18: “O teu coração não inveje os pecadores; antes permanece no temor do Senhor todo dia, porque certamente acabará bem; não será malograda a tua esperança”. Na Bíblia de Jerusalém, é assim: “Que o teu coração não inveje os pecadores, mas o dia todo tenha temor a Iahweh, pois é certo que haverá futuro, e tua esperança não vai ser aniquilada”.

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* Série de meditações no livro de Provérbios. Cada dia do mês, o capítulo com o número do dia é destacado. A sugestão é que você leia o capítulo inteiro.